Aqui vou escrever o que me vai na alma...
Segunda-feira, 16 de Abril de 2007
"Orfãos de pais vivos"

 

 

 

 

 

Sim, foi este o nome da reportagem que vi ontem sobre divórcios.

Fiquei um pouco revoltada com certos casos que lá vi. Sendo eu filha de pais separados e mãe, que direito tenho eu como mulher proibir os meus filhos de verem o pai? Que direito tem a nossa justiça de decidir com quem vão ficar os filhos?

Os meus pais separaram-se quando eu tinha 5 anos e a minha irmã 7, levou quase 12 anos sem sabermos dele, porque entretanto casou e refez a vida dele, tem mais 2 filhas e não o condeno por isso, condeno pelo simples facto de nunca ter querido saber de nós e so na idade adulta e porque eu, persistente como sou o encontrei. Provavelmente esqueceu-se que tinha mais 2 filhas, mas a minha mãe nunca proibiu que tanto eu como a minha irmã tivessemos contacto com ele.

Agora, porque um qualquer juiz decidiu que as crianças fiquem com a mãe tudo bem, mas pelo menos que obrigue as ditas mães a cumprir os acodos que ficaram estabelecidos. Não é porque o pai das crianças deixou de gostar da mãe, que vai deixar de gostar dos filhos. Não estou com isto a defender os homens, porque afinal eu sou mulher e mãe. Mas deve ser duro para um pai que viu nascer um filho, que lhe deu todo o amor e carinho de um momento para o outro se veja privado da companhia do filho. Penso eu que quando um casamento não dá certo, não são os nossos filhos que vão pagar os nossos erros. Já basta eles não terem a companhia dos dois no seu dia a dia, quanto mais passarem semanas, meses e as vezes anos sem verem o pai. Porque eu tenho noção que nestes casos a mão pinta sempre um quadro negro sobre a figura paterna. Nunca faria isso com o pai dos meus filhos, embora a gente tendo as nossas divergencias, ele é o pai deles, foi com a ajuda dele que eles vieram ao mundo e não é porque eu tenha feito sempre o papel de pai/mãe que vou virar os meus filhos contra o pai, isso nunca.

É um desabafo um bocado esquisito para esta hora da manhã, mas ontem sinceramente senti-me mesmo revoltada com algumas mães deste nosso pais, que tanto tenta fazer pelas crianças, mas que numa situação destas não faz nada. Em concreto aquele pai que todos os fins de semana faz 600 e tal km para ver os filhos e volta para casa dele sem sequer os ver. Vamos lá mulheres deste país, meter a mão na consciencia e pensar no bem estar dos nossos filhos e deixa-los crescer de maneira saudavel para que no dia de amanhã sejam uns grandes homens e mulheres.

Ou afinal o melhor do mundo não são mesmo as crianças?



publicado por blogando-me1 às 07:52
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10 comentários:
De Never a 16 de Abril de 2007 às 09:55
Claro que são e serão sempre.
Tb vi o dito cujo, confesso que determinadas situações me chocaram. Acho que em Portugal os juizes não têm a coragem suficiente para deixarem os filhos sob custódia dos pais. Vejam a % elevadissima em que a tutela é das mães.
A mãe pode ter carregado com o bebé durante os nove meses da gestação, sofrido as dores do parto, amamentado, mas isso não a torna melhor. Há casos e casos. Acho que já deveriamos ter ultrapassado esse estigma de que a mulher é melhor na educação dos filhos.
Depois há uma outra questão, normalmente acontece nos divorcios mais complicados.
Os pais com as jogadas de atingir o outro, muitas vezes motivadas por ciume,raiva, etc, esquecem-se que só existe uma vítima nisto tudo: os filhos.
Beijos na tua mind


De real a 16 de Abril de 2007 às 10:37
Tmbem vi ontem essa reportagem,na minha opiniao,axo que foi extremista demais.Axo que antigamente se via mais casos que hoje em dia.Jinho


De Passo a 16 de Abril de 2007 às 14:15
se for um pai mesmo interessado ha uma coisa q se chama custódia conjunta ;) ... geralmente e infelizmente na maioria dos divorcios os filhos servem de arma de arremesso e sao os q mais sofrem em todo o processo ... na grande maioria das vezes sao as mulheres q ficam com a pior parte, tem q os criar sozinhas e a grande maioria n v~e um centimo pa a educação dos filhos .. pensem nisso os pais q deixam os filhos e nc mais lhes ligam ...


De Observador a 16 de Abril de 2007 às 14:33
Pois, mas tambem existe o caso em que pais não o merecem ser (tentando explicar) que fazem tanto mal aos filhos que nem filhos deveriam poder ter...
Assim como existem divorcios que ou por virem de um casamento doloroso, onde ja nesse casamento as crianças sofriam, sofriam por verem os pais a discutirem , sofriam por serem armas de arremesso entre os pais e agora que mesmo com os pais divorciados continuam a ser "utilizados" com esse fim, nesses casos em que não existe coabitação entre os adultos, (digo eu que não tenho filhos e sou solteiro) talvez o melhor ( para as crianças claro) seja uma separação não digo definitiva mas temporaria para que o animos acalmem e depois disso sim partilharem a custodia dos filhos, mas nunca proibir o pai de ver os filhos...
Beijocas


De O_Resistente a 16 de Abril de 2007 às 14:51
Olá,sabes vou seguir um conselho teu,vou contar até dez e quem sabe não volte mais tarde para comentar?
Mas fica com um beijo meu.


De megui a 16 de Abril de 2007 às 15:05
Tens toda a razão . Não é pq os pais se separam que o pai deixa de ser pai, e tem todo o direito de ver os filhos.
Quem acaba por sofrer mais nestas situações são as crianças
Beijos


De vivendo-me2 a 17 de Abril de 2007 às 05:39
Olà Miga, tb vi a reportagem, pessoalmente nao tenho esse problema graças a Deus, mas que é uma grande injustiça isso é.
Mas num pais onde até os ministros nao teem diploma!!!!!! é de esperar de tudo.


Jokas


De arcoiris_davida a 17 de Abril de 2007 às 08:53
Olá, vim agradecer a visita que fizeste ao meu novo blog, muito obrigado.
Quanto ao post, tenho duas filhas, e em caso de separação eu nunca as proibia de estarem com o pai, pois já é complicado verem os pais separados e depois se são afastadas do contacto de um, mais dificil se torna.



De MIGOR a 19 de Janeiro de 2009 às 21:05
Sou o Luis tenho 39 anos e sou pai da Mariana de 4 anos. Separei-me da mãe da Mariana em 2004 e até Agosto de 2007 não houve grandes dificuldades em ver cumprido o que ficou estipulado no Acordo de Regulação do Poder Paternal - as normais visitas ao pai de 15 em 15 dias...



Foi após o 1º periodo de férias que passei com a minha filha (em Julho 2007 - estava programado 2º periodo de férias para Setembro 2007) que começaram as peripécias - nos 2 fins-de-semana sequintes em que estaria comigo, a Mariana não quis vir. Em Agosto a Mariana esteve com a mãe a gozar periodo de férias, estando previsto a vinda da Mariana para retomar as normais visitas comigo no 1º fim-de-semana de Setembro - que coincidiria com o 2º periodo de férias - mas desta vez nem mãe da Mariana nem Mariana, apenas um SMS no meu telemóvel a informar que a Mariana estava doente. Escusado será dizer que o telemóvel da mãe da minha filha passou a estar desligado, pelo que não mais a consegui contactar. Muito bem! Aguardei por 2ª feira e liguei para o infantário de onde me informaram que a Mariana estava presente.



Nessa 2ª feira recebi uma carta - que me deixou alarmadissimo - da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens da minha àrea de residência (a mesma onde reside a minha filha - aprox 10 km) a convocar-me para estar presente no dia seguinte (3ª feira). Contactei de imediato a referida CPCJ e consegui adiamento dessa reunião para a 4ª feira porque me era de todo impossivel comparecer no dia agendado. Foi-me informado na reunião com a CPCJ que a Mariana teria dado entrada na urgência pediátrica do Centro Hospitalar de Torres Vedras no dia 29/08/2007 por suspeitas de abuso sexual por parte do pai - por verbalizações da criança, segundo informação da avó materna às pessoas daquela unidade hospitalar que terão assistido a minha filha.



Com o cenário do anterior parágrafo, ficou completo o "puzzle" de tudo o que se estava a passar... o esquema montado por muita gente nesse mundo fora para "arrumar" com o outro progenitor...



Contactei de imediato com a minha advogada para que contactasse com a advogada da mãe da minha filha para tentar ver o que se passava - visto eu não conseguir contacto telefónico com a mãe da minha filha, nem saber onde as mesmas residiam... Sabia que a minha filha já não residia na casa da avó materna com a mãe - o local onde continuava a ir buscar a Mariana...



A minha advogada consegui contacto com a advogada da mãe da minha filha que lhe informou que estariam a ponderar dar entrada de pedido de suspensão da Regulação do Poder Paternal - no que às visitas do pai diz respeito - com base no alegado abuso sexual... Dei de imediato instrução para que desse entrada em tribunal de queixa por incumprimento da referida regulação, por parte da mãe da minha filha.



Com isto estamos quase a chegar ao fim do mês de Setembro... e eu sem estar com a minha filha há 2 meses...



... Inicio de Novembro... audiência do julgamento onde é solicitado pela mãe da minha filha a suspensão da Regulação do Poder Paternal, no que às visitas do pai diz respeito; todas as testemunhas presentes (acusação e de defesa) são inquiridas, como habitualmente... a sessão de audiência/julgamento foi adiada para o dia 12/11/2007 porque foi solicitado testemunho de psicóloga que estaria a acompanhar a Mariana por indicação da CPCJ.



Chegámos ao dia 12/11/2007, a psicóloga prestou o seu testemunho e o juiz remeteu a decisão do caso para uns dias mais à frente... decisão: Juiz decidiu a meu favor, não promovendo o pedido pela acusação...



A acusação pede recurso para o Tribunal da Relação que em Fevereiro/2008 profere despacho onde mantém a mesma decisão, não aceitar o pedido pela acusação...



Recordam-se de eu ter dado entrada do processo de incumprimento? Só começou a andar a partir daqui... Fui convocado para entrevista na Segurança Social para aferir das minhas capacidades e condições para receber/conviver com a minha filha, tendo recebido, em meados de Março, a visita de duas técnicas da Segurança Social na minha residência para verem o quarto que tenho preparado para a minha filha... (CONTINUA)




De MIGOR a 19 de Janeiro de 2009 às 21:11
(CONTINUAÇÃO)

Falo com minha advogada que me diz para ter paciência... são processos que demoram muito tempo... Mas para a mãe da minha filha tratar de pedir a suspensão da Regulação do Poder Paternal foi rapidissimo... em pouco mais de um mês já estava na audiência/julgamento...



Hoje é dia 23 de Junho de 2008 e faz no dia 21 do próximo mês de Julho um ano que tive a felicidade de poder estar com a minha familia junta em casa (a minha mulher, a minha filha afectiva e a minha filha biológica, a Mariana) pela ultima vez...



Se tenho estado com a minha filha? Tenho... no infantário... alguns minutos... Até final do ano 2007 não tinha qualquer dificuldade em a ir ver ao infantário (trabalhava a pouco mais de 300 metros e era fácil arranjar uns minutos... agora, trabalho a 25 kms, entro às 08h30m e nunca saio antes das 18h30m... só pedindo no trabalho para chegar mais tarde (o sair mais cedo não é garante que a Mariana ainda esteja no infantário - a avó materna costumna ir busca-la cedo), aproveitar o facto de ter que ir ao médico, fazer alguns exames médicos, alguns dias de férias que entretanto tive...



... E o telemóvel continua desligado ou não atende ou desliga a chamada... Ah!! mas já sei onde moram... já lá fui... toquei à campainha e... nada...



... Hoje é dia 19 de Janeiro de 2009... continua tudo na mesma... do tribunal nenhuma noticia... a minha filha está linda... consigo estar com ela pouco mais de 10 minutos e a última vez foi no dia 18 de Dezembro de 2008... fui ao infantário dia 13 Janeiro 2009 mas ela não tinha ido... ficou em casa doente... vou tentar novamente dia 22 Janeiro...


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